Onde o sol nasce

No local onde o sol nasce

Tudo é belo e precioso

Nada é julgado

Apenas sentido

Sem ser bom o mau

Sem dualidades

Onde o sol nasce tudo é belo e sincero

Nada pergunta à mente como deve ser

Nada nem ninguém superam aquele momento

O momento do nascer do sol

Onde tudo recomeça

Onde temos a oportunidade de criar algo novo

Sem julgamentos nem temores

Onde nasce o sol

Tudo é belo e delicioso

Delicioso como um novo começo

Como um belo recomeço

Como uma bela história que começa

O desenlace  decisivo de algo que nos espera

O novo começo

A nova folha em branco da nossa vida

O reinicio da beleza de criar

Criar o desconhecido

O novo

O inatingível

Pode ser alcançado

Neste novo inicio

Podemos fazer dele o que queremos

Está nas nossas mãos

Porque não começar algo novo

Algo nunca experimentado

Sair deste marasmo

E criar

Criar as cores e os desejos

Criar e deixar acontecer

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Marchando

Marchando no mar da indiferença

Na invisibilidade da neblina

Na protecção do nevoeiro

Na penumbra escondido

Sem ver e ser visto

Incógnito e indiferente

A tudo o que me rodeia

Insatisfeito me tornei

Incoerente no desejo

Louco de prazer escondido

Fechado e encerrado

Sem ver a luz

Sem sentir

Libertar esta paixão é necessário

Libertar este amor é obrigatório

Libertar este sentir

Libertar este amor

Como nos tornamos num só

Num só sem desdobramentos

Numa presença sem medo

Numa presença sem temor

Como?

Abrir este coração é necessário e obrigatório

Abrir e sentir o mundo que me rodeia

Sentir o amor e a ternura do ar

Da imensidão do ser

De todo o sentimento

Sentir e esperar

Esperar a ternura e o afecto

Esperar e sentir

Sentir e respirar

Respirar a paixão

Assim me liberto desta prisão

Assim me solto e te encontro

O Eu perdido no todo

Encontro e abraço

Com saudade e Amor

 

Perdido (2)

Num lugar perdido estava paralisado

Paralisado de medo

Medo do desconhecido

Medo da incógnita do futuro

Medo da resposta

Medo do insucesso

Medo da verdade

Medo da loucura

Medo da insatisfação

Medo do desconhecido

No fundo é só do desconhecido

De mais nada

Porquê tanto medo do desconhecido

Este desconhecido que me causa paralisia

Que me deixa inerte

Que me domina por completo

Que medo este

Medo forjado pelo tempo

Incrustado em mim

Enraizado no meu ser

Criado por mim

Porque ele não existe

Fora da minha mente

Ele não existe

Porque lhe dou tanto poder

Poder inexistente

Poder inconcreto

Incoerente

Que me domina nas minhas acções

Não me pode prender

Porque não tem como

Só decidido pela minha mente

Fabricado

Criado

Este mundo imperfeito criado

Porque não me desligo

E liberto-me

Pois… o processo não é fácil

Mas tem de ser criado

O medo é fruto da minha mente

Ele não existe

Só acção e reacção

Nada mais

Liberto-me desta prisão

Para encontrar o meu caminho

Apenas e só o meu caminho

Perdido

Encontro-me perdido

Neste mar de emoções que não conheço

Perdido nesta imensidão de sentimentos

Sem saber o que fazer

Quem sou? O que me espera?

Sinto-me só, mais uma vez só

Perdido

Sim! perdido, sem saber o que fazer

Só me resta observar

Estar atento e descobrir

O que fazer a seguir

Esperança

Na baía da noite

Perdida no encanto

Estava a esperança

Só e abandonada

Sem qualquer fundamento

Ali estava

Só e abandonada

A espera de quem a encontra-se

Sem pressa

Ali estava

Ali esteve

À espera

À espera de quem a visse

De quem repara-se nela

Para assim iniciar a corrida

A corrida de uma vida

De uma vida qualquer

Sem mais

Ali estava

Na berma à espera

À espera de encontrar

Quem repare

Quem repare nela

Para assim começar

O que tiver de ser

Da maneira que será

Assim espera a Esperança

De ser encontrada

Para assim poder viver

Viver uma aventura

Com alguém que a encontrar

E assim se perder

No universo da vida

Só assim despertará

Se alguém a encontrar

Se alguém a achar

Só assim a Esperança terá esperança

Sentimentos

No entanto estou perdido

Perdido nesta encruzilhada

Nesta encruzilhada que chamamos VIDA

Perdido neste remoinho de emoções

Nestes sentimentos loucos que me acertam

Acertam sem eu dar conta

Não estou habituado

Não sei o que fazer

Simplesmente porque nunca senti

Nunca me permiti tal coisa

Que bizarro este caminho

Que sentir é tão difícil

Tão limitante diria

Limitante para mim

Nunca me permiti sentir nada

Uma rocha me tornei

Até que o meu corpo falou

Falou e disse CHEGA!

Aí eu ouvi

Aprendi a ouvir e respeitar o que ele me fala

Devo experimentar novas formas de sentir

Ou melhor SENTIR só porque sim

Sentir e aprender

Aprender que devo sentir

Sentir as emoções

Boas e más (se podemos assim chamar)

SENTIR por sentir

Sintam como eu estou a aprender

Vale a pena 🙂

Verdade

verdadeNo hemisfério da verdade perdida procuramos em vão a verdade

A verdade que sempre escapa aqueles que a procuram sem cessar

Onde está essa verdade que tanto procuramos

A resposta é bem simples está dentro de nós no que nós vemos e sentimos

Podemos é achar que já sabemos a verdade, nada está mais longe

Sabem porquê?

A verdade é mutável muda sempre que os parâmetros se alteram

A verdade existe naquele momento exato e depois pode já não ser verdade, mas sim uma lembrança da verdade

Nem mais

Nada está estanque aquela que nós chamamos verdade porque ela muda sem parar

Sente e observa, essa será a verdade do momento